quarta-feira, 7 de novembro de 2012
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Un amor
Por ti junto a los jardines recién florecidos me duelen los perfumes de primavera.
He olvidado tu rostro, no recuerdo tus manos, cómo besaban tus labios?
Por ti amo las blancas estatuas dormidas en los parques, las blancas estatuas que no tienen voz ni mirada.
He olvidado tu voz, tu voz alegre, he olvidado tus ojos.
Como una flor a su perfume, estoy atado a tu recuerdo impreciso. Estoy cerca del dolor como una herida, si me tocas me dañarás irremediablemente.
Tus caricias me envuelven como las enredaderas a los muros sombríos.
He olvidado tu amor y sin embargo te adivino detrás de todas las ventanas.
Por ti me duelen los pesados perfumes del estío: por ti vuelvo a acechar los signos que precipitan los deseos, las estrellas en fuga, los objetos que caen.
He olvidado tu rostro, no recuerdo tus manos, cómo besaban tus labios?
Por ti amo las blancas estatuas dormidas en los parques, las blancas estatuas que no tienen voz ni mirada.
He olvidado tu voz, tu voz alegre, he olvidado tus ojos.
Como una flor a su perfume, estoy atado a tu recuerdo impreciso. Estoy cerca del dolor como una herida, si me tocas me dañarás irremediablemente.
Tus caricias me envuelven como las enredaderas a los muros sombríos.
He olvidado tu amor y sin embargo te adivino detrás de todas las ventanas.
Por ti me duelen los pesados perfumes del estío: por ti vuelvo a acechar los signos que precipitan los deseos, las estrellas en fuga, los objetos que caen.
Pablo Neruda
in Para Nacer he nacido, página 9.
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terça-feira, 6 de novembro de 2012
Devastações
Não quero estes olhares planejados
Esses manejos forjados
tudo fica a parecer
tão natural.
Não.
Não quero esta farsa
regurgitada todos os dias
na televisão:
Nâo!
Não quero este isto nem aquele outro
Quero somente
as devastações
os vazios!
E preenchê-los
quem sabe
com um pouco de poesia.
Nua e bélica
Pra ver se assim a vida fica
um pouco mais bonita...
Mais verdadeira.
Esses manejos forjados
tudo fica a parecer
tão natural.
Não.
Não quero esta farsa
regurgitada todos os dias
na televisão:
Nâo!
Não quero este isto nem aquele outro
Quero somente
as devastações
os vazios!
E preenchê-los
quem sabe
com um pouco de poesia.
Nua e bélica
Pra ver se assim a vida fica
um pouco mais bonita...
Mais verdadeira.
Danieli de Castro
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Pé e dedo
(Conto de amor para minha sobrinha
Denise Fernanda Oliveira da Silva)
Era uma vez uma família de dedos
Eles gostavam de sair e passear pela floresta.
Um dia a dedo mindinho quis
sair
sozinha!
O pé disse: - Não. Vai doer.
Ah! A dedo mindinho ficou indignada, se jogou nos arbustos
se enterrou mil vezes na terra, se envolveu em tipos estranhos
se feriu, se ralou inteira, se escalavrou,
rancou um tampo, pensou que não
ia sobreviver...
Melhorou
E descobriu
Que o pé tinha razão.
Danieli de Castro
28/10/12
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Antes do amanhecer
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Zoom
Sim...
Existe um lábio
entreaberto
A espera de uma língua.
Insinuante
Ela começa um passeio
no canto do Lábio
e vai subindo
Para o outro canto
deste Lábio...
Expectante.
E a Língua famélica
Entra
vitoriosa, ofegante
Entre os Lábios
E nasce um Beijo
interminável...
Delirante.
Existe um lábio
entreaberto
A espera de uma língua.
Insinuante
Ela começa um passeio
no canto do Lábio
e vai subindo
Para o outro canto
deste Lábio...
Expectante.
E a Língua famélica
Entra
vitoriosa, ofegante
Entre os Lábios
E nasce um Beijo
interminável...
Delirante.
Danieli de Castro
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segunda-feira, 5 de novembro de 2012
Jardim - Miró
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A história de uma lágrima
Foi no dia do
desacontecimento...
O sol não apareceu
para ver...
Em casa, a fêmea, a mulher
sentou
no meio da escada
e chorou.
Sem conhecimento
do motivo pelo qual
escorria,
a lágrima foi descendo
descendo...
perdida, desencontrada.
Liberta...
Danieli de Castro
desacontecimento...
O sol não apareceu
para ver...
Em casa, a fêmea, a mulher
sentou
no meio da escada
e chorou.
Sem conhecimento
do motivo pelo qual
escorria,
a lágrima foi descendo
descendo...
perdida, desencontrada.
Liberta...
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