sexta-feira, 11 de dezembro de 2015
segunda-feira, 7 de dezembro de 2015
" No trabalho tão simplificado de amar..."
| "(...) la palabra Espíritu, [...] es sinónimo de " poder viviente", de fuerza animada, de essencia interna o vital(...)" El Kibalion |
Entre
No trabalho tão simplificado de amar,
Entre o raio calado e a luz que gerou,
Entre o gozo mais amplificado e a dor – entretanto são tantas!
O medo da perda e a perda do medo e o medo que a perda gerou
A dor da corrente e a corrente certeza que a ausência do amor colocou.
Entre a luz de um olhar e o que se apagou
Entre um lábio molhado e o que se entregou
Entre a tez e o toque
Entre o odor e o suor
Entre a excitação
Entre...
Entre o raio calado e a luz que gerou,
Entre o gozo mais amplificado e a dor – entretanto são tantas!
O medo da perda e a perda do medo e o medo que a perda gerou
A dor da corrente e a corrente certeza que a ausência do amor colocou.
Entre a luz de um olhar e o que se apagou
Entre um lábio molhado e o que se entregou
Entre a tez e o toque
Entre o odor e o suor
Entre a excitação
Entre...
Mário Deganelli
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Música
sexta-feira, 4 de dezembro de 2015
Primeiros erros - Capital Inicial
Meu caminho é cada manhã
Não procure saber onde estou
Meu destino não é de ninguém
E eu não deixo os meus passos no chão
Se você não entende não vê
Se não me vê não entende
Não procure saber onde estou
Se o meu jeito te surpreende
Se o meu corpo virasse sol
Minha mente virasse sol
Mas só chove, chove
Chove, chove
Se um dia eu pudesse ver
Meu passado inteiro
E fizesse parar de chover
Nos primeiros erros
Meu corpo viraria sol
Minha mente viraria sol
Mas só chove, chove
Chove, chove (2x)
Meu corpo viraria sol
Minha mente viraria
Mas só chove, chove
Chove, chove
Meu corpo viraria sol
Minha mente viraria sol
Mas só chove, chove
Chove, chove
Não procure saber onde estou
Meu destino não é de ninguém
E eu não deixo os meus passos no chão
Se você não entende não vê
Se não me vê não entende
Não procure saber onde estou
Se o meu jeito te surpreende
Se o meu corpo virasse sol
Minha mente virasse sol
Mas só chove, chove
Chove, chove
Se um dia eu pudesse ver
Meu passado inteiro
E fizesse parar de chover
Nos primeiros erros
Meu corpo viraria sol
Minha mente viraria sol
Mas só chove, chove
Chove, chove (2x)
Meu corpo viraria sol
Minha mente viraria
Mas só chove, chove
Chove, chove
Meu corpo viraria sol
Minha mente viraria sol
Mas só chove, chove
Chove, chove
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Música
sexta-feira, 27 de novembro de 2015
Fight Club
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Literatura
Poema em linha reta
Nunca conheci quem tivesse levado porrada.
Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo.
E eu, tantas vezes reles, tantas vezes porco, tantas vezes vil,
Eu tantas vezes irrespondivelmente parasita,
Indesculpavelmente sujo.
Eu, que tantas vezes não tenho tido paciência para tomar banho,
Eu, que tantas vezes tenho sido ridículo, absurdo,
Que tenho enrolado os pés publicamente nos tapetes das etiquetas,
Que tenho sido grotesco, mesquinho, submisso e arrogante,
Que tenho sofrido enxovalhos e calado,
Que quando não tenho calado, tenho sido mais ridículo ainda;
Eu, que tenho sido cômico às criadas de hotel,
Eu, que tenho sentido o piscar de olhos dos moços de fretes,
Eu, que tenho feito vergonhas financeiras, pedido emprestado sem pagar,
Eu, que, quando a hora do soco surgiu, me tenho agachado
Para fora da possibilidade do soco;
Eu, que tenho sofrido a angústia das pequenas coisas ridículas,
Eu verifico que não tenho par nisto tudo neste mundo.
Toda a gente que eu conheço e que fala comigo
Nunca teve um ato ridículo, nunca sofreu enxovalho,
Nunca foi senão príncipe - todos eles príncipes - na vida... Quem me dera ouvir de alguém a voz humana
Que confessasse não um pecado, mas uma infâmia;
Que contasse, não uma violência, mas uma cobardia!
Não, são todos o Ideal, se os oiço e me falam.
Quem há neste largo mundo que me confesse que uma vez foi vil?
Ó principes, meus irmãos, Arre, estou farto de semideuses!
Onde é que há gente no mundo? Então sou só eu que é vil e errôneo nesta terra? Poderão as mulheres não os terem amado,
Podem ter sido traídos - mas ridículos nunca!
E eu, que tenho sido ridículo sem ter sido traído,
Como posso eu falar com os meus superiores sem titubear?
Eu, que venho sido vil, literalmente vil,
Vil no sentido mesquinho e infame da vileza.
Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo.
E eu, tantas vezes reles, tantas vezes porco, tantas vezes vil,
Eu tantas vezes irrespondivelmente parasita,
Indesculpavelmente sujo.
Eu, que tantas vezes não tenho tido paciência para tomar banho,
Eu, que tantas vezes tenho sido ridículo, absurdo,
Que tenho enrolado os pés publicamente nos tapetes das etiquetas,
Que tenho sido grotesco, mesquinho, submisso e arrogante,
Que tenho sofrido enxovalhos e calado,
Que quando não tenho calado, tenho sido mais ridículo ainda;
Eu, que tenho sido cômico às criadas de hotel,
Eu, que tenho sentido o piscar de olhos dos moços de fretes,
Eu, que tenho feito vergonhas financeiras, pedido emprestado sem pagar,
Eu, que, quando a hora do soco surgiu, me tenho agachado
Para fora da possibilidade do soco;
Eu, que tenho sofrido a angústia das pequenas coisas ridículas,
Eu verifico que não tenho par nisto tudo neste mundo.
Toda a gente que eu conheço e que fala comigo
Nunca teve um ato ridículo, nunca sofreu enxovalho,
Nunca foi senão príncipe - todos eles príncipes - na vida... Quem me dera ouvir de alguém a voz humana
Que confessasse não um pecado, mas uma infâmia;
Que contasse, não uma violência, mas uma cobardia!
Não, são todos o Ideal, se os oiço e me falam.
Quem há neste largo mundo que me confesse que uma vez foi vil?
Ó principes, meus irmãos, Arre, estou farto de semideuses!
Onde é que há gente no mundo? Então sou só eu que é vil e errôneo nesta terra? Poderão as mulheres não os terem amado,
Podem ter sido traídos - mas ridículos nunca!
E eu, que tenho sido ridículo sem ter sido traído,
Como posso eu falar com os meus superiores sem titubear?
Eu, que venho sido vil, literalmente vil,
Vil no sentido mesquinho e infame da vileza.
Álvaro de Campos
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Literatura
quarta-feira, 25 de novembro de 2015
A insustentável leveza do ser
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Literatura
Sob o sol da Primavera
Dentro de mim há um ser
um ser que me habita
E não sei bem quem é
Andei pelas ruas
Desligada e serena
E eis que minha sombra
Apoderou-se de mim
Me seduziu com palavras
Me encantou com promessas de riquezas
Sombra sorrateira
Mais me conhece que eu?
Nem pergunte se meu corpo cedeu
Qual manteiga em alta temperatura...
E eis que a luz é o
Caminho da cura
Eu sou mais do que eu.
Será que a sombra me precedeu?
Lascividades, desejos, cobiça
Vingança, ciúme, possessividade
Orgulho, raiva e impaciência
Motivadores imensos
de clemência, tolerância
e serenidade.
Eis mais uma Danielidade!
Amor, carinho, doação,
paciência, liberdade,
Tranquilidade, humildade, perdão.
Eis o caminho do coração.
um ser que me habita
E não sei bem quem é
Andei pelas ruas
Desligada e serena
E eis que minha sombra
Apoderou-se de mim
Me seduziu com palavras
Me encantou com promessas de riquezas
Sombra sorrateira
Mais me conhece que eu?
Nem pergunte se meu corpo cedeu
Qual manteiga em alta temperatura...
E eis que a luz é o
Caminho da cura
Eu sou mais do que eu.
Será que a sombra me precedeu?
Lascividades, desejos, cobiça
Vingança, ciúme, possessividade
Orgulho, raiva e impaciência
Motivadores imensos
de clemência, tolerância
e serenidade.
Eis mais uma Danielidade!
Amor, carinho, doação,
paciência, liberdade,
Tranquilidade, humildade, perdão.
Eis o caminho do coração.
Danieli de Castro
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sexta-feira, 13 de novembro de 2015
" As pessoas não são más, elas só estão perdidas, ainda há tempo"
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