domingo, 28 de setembro de 2014

Dance dance ou estaremos perdidos...

                                                                                                                    Pina Baush

Beija eu - Marisa Monte

Seja eu, 
Seja eu, 
Deixa que eu seja eu.
E aceita
O que seja seu.
Então deita e aceita eu.

Molha eu, 
Seca eu, 
Deixa que eu seja o céu
E receba
O que seja seu.
Anoiteça e amanheça eu.

Beija eu,
Beija eu,
Beija eu, me beija.
Deixa
O que seja ser

Então beba e receba
Meu corpo no seu corpo, 
Eu no meu corpo,
Deixa, 
Eu me deixo
Anoiteça e amanheça

A dança proibida...



Chorando se foi - Kaoma

Chorando se foi quem um dia só me fez chorar
Chorando se foi quem um dia só me fez chorar

Chorando estará, ao lembrar de um amor
Que um dia não soube cuidar
Chorando estará, ao lembrar de um amor
Que um dia não soube cuidar

A recordação vai estar com ele aonde for
A recordação vai estar pra sempre aonde eu for

Dança, sol e mar, guardarei no olhar
O amor faz perder encontrar

Lambando estarei ao lembrar que este amor
Por um dia um istante foi rei

A recordação vai estar com ele aonde for
A recordação vai estar pra sempre aonde eu for

Chorando estará ao lembrar de um amor
Que um dia não soube cuidar
Canção, riso e dor, melodia de amor
Um momento que fica no ar

Ai, ai, ai
Dançando lambada

domingo, 21 de setembro de 2014


Cana- de - açúcar, Vida

Sol a pino,
Curvo-me diante de ti,
Cana esguia ou caiada, principesca!
Te pego dourada.

Filha da terra...
Áspera pele, minhas mãos sangram
Decepo-a, dilacero-a, descubro-a
Mordo-a toda! Inteira!
Nó a nó ...Tu és doce, doçura...

Vida.

Gostosa!

Cíntia Thomé

Pelo incompreensível, mas sensível, notável e mutável...

Cesare Bacchi

Canto de lavanderas - Magdalena Fleitas

Ayer tarde estaba yo, sentada en tu lavandero
Hasta que el agua me dijo: quita de aquí majadero
Para lavar necesito un río con agua clara
Y para lavar mis penas me basta con tu mirada
Agua que corriendo vas, bañando el campo florido
Dame razón de mi ser, mira que se me ha perdido
En las orillas de un río en la sombra de un laurel
Estaba la vida mia viendo las aguas correr

sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Lili Brik e Maiakovski


Amor feinho

Eu quero amor feinho.
Amor feinho não olha um pro outro.
Uma vez encontrado é igual fé,
não teologa mais.
Duro de forte o amor feinho é magro, doido por sexo
e filhos tem os quantos haja.
Tudo que não fala, faz.
Planta beijo de três cores ao redor da casa
e saudade roxa e branca,
da comum e da dobrada.
Amor feinho é bom porque não fica velho.
Cuida do essencial; o que brilha nos olhos é o que é:
eu sou homem você é mulher.
Amor feinho não tem ilusão,
o que ele tem é esperança:
eu quero amor feinho.

Adélia Prado