Sou eu
sexta-feira, 23 de dezembro de 2011
Still Life
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O IMPOSSÍVEL CARINHO
Escuta, eu não quero contar-te o meu desejoQuero apenas contar-te a minha ternura
Ah se em troca de tanta felicidade que me dás
Eu te pudesse repor
- Eu soubesse repor -
No coração despedaçado
As mais puras alegrias de tua infância!
Manuel Bandeira
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Poeta Danieli de Castro
Primavera e Verão
Sinto o sabor do sol
aquecendo as pétalas
amarelas, vermelhas, roxas, azuis...
Sinto o tempo passar no meu corpo
assim como as horas nos ponteiros
de um relógio antigo...
Sei das mágoas que um peito abriga
e dos sorrisos imensos que um lábio exibe
Sei que a vida passa e neste ínterim
é que vamos vivendo sem saber de nada...
Não importa:
Uma flor caiu no meu colo
e eu soube que o mundo é
ciclo...
Começo meio e fim.
aquecendo as pétalas
amarelas, vermelhas, roxas, azuis...
Sinto o tempo passar no meu corpo
assim como as horas nos ponteiros
de um relógio antigo...
Sei das mágoas que um peito abriga
e dos sorrisos imensos que um lábio exibe
Sei que a vida passa e neste ínterim
é que vamos vivendo sem saber de nada...
Não importa:
Uma flor caiu no meu colo
e eu soube que o mundo é
ciclo...
Começo meio e fim.
Danieli de Castro
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Abraços partidos
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Poeta Danieli de Castro
Fim
No início era um amor daqueles
que tiram a sintonia do vento
e emprestam ao corpo o movimento das águas...
fluída e fora do tempo...
Depois um descontentamento e a urgência
de tarefas pendentes...
a transformação de sorrisos longos
em densas lágrimas...
Uma tentativa a mais.
Latejar a dor a mais
Ouvir mentiras e sorrir verdades
era a vida dizendo: acabou.
E chorar era um tempo
à parte, aceitar e partir
um sofrimento excessivo
compartilhamos um momento de
agonia e fomos nos encaminhando
para as bandas de nós mesmos...
e foi assim.
Triturada por um novo exame
um retrocesso marcou meu passo.
Chorar já não adiantava mais!
Só a coragem e a lucidez me salvaria...
Aos poucos um caminho de volta
um retrocesso desnecessário, mas na ordem
dos dias alucinados de certezas insanas
de incertezas pontiagudas.
O poema fez-se medo...
Sempre nunca
uma dor precede um
crescimento...
As águas dos rios continuam correndo para os mares
mesmo que poluídas pelos detritos humanos...
E um caminho não para a menos
que paralisemos nosso passo...
No fim das contas sobrou
um espaço de carinho interno
certezas zero
motivos vários
esperanças diluídas no prazer de um abraço...
Ela era e era sempre assim
mas tudo estava diferente
neste novo fim...
mais um calendário nos espera
E ela sabe dos seus próprios passos
somente o mínimo de um prazer
dever desejo intensidade e dores
era uma danielidade nova cheia de pedigree...
Talvez...
que tiram a sintonia do vento
e emprestam ao corpo o movimento das águas...
fluída e fora do tempo...
Depois um descontentamento e a urgência
de tarefas pendentes...
a transformação de sorrisos longos
em densas lágrimas...
Uma tentativa a mais.
Latejar a dor a mais
Ouvir mentiras e sorrir verdades
era a vida dizendo: acabou.
E chorar era um tempo
à parte, aceitar e partir
um sofrimento excessivo
compartilhamos um momento de
agonia e fomos nos encaminhando
para as bandas de nós mesmos...
e foi assim.
Triturada por um novo exame
um retrocesso marcou meu passo.
Chorar já não adiantava mais!
Só a coragem e a lucidez me salvaria...
Aos poucos um caminho de volta
um retrocesso desnecessário, mas na ordem
dos dias alucinados de certezas insanas
de incertezas pontiagudas.
O poema fez-se medo...
Sempre nunca
uma dor precede um
crescimento...
As águas dos rios continuam correndo para os mares
mesmo que poluídas pelos detritos humanos...
E um caminho não para a menos
que paralisemos nosso passo...
No fim das contas sobrou
um espaço de carinho interno
certezas zero
motivos vários
esperanças diluídas no prazer de um abraço...
Ela era e era sempre assim
mas tudo estava diferente
neste novo fim...
mais um calendário nos espera
E ela sabe dos seus próprios passos
somente o mínimo de um prazer
dever desejo intensidade e dores
era uma danielidade nova cheia de pedigree...
Talvez...
Danieli de Castro
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sexta-feira, 9 de dezembro de 2011
Os jasmineiros floresceram...
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