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Descobrindo meus ângulos, meus brihos internos...

quinta-feira, 30 de junho de 2011


Lágrimas Negras - Otto e Julieta Venegas

Na frente do cortejo
O meu beijo
Forte como água
Meu acaso
São poços de petróleo
A luz negra dos teus olhos
Lágrimas negras saem, caem, dói
Lágrimas negras saem, caem, dói
Por entre flores e estrelas
Voce usa uma delas
Como um brinco pendurado na orelha
Astronauta da saudade
Com a boca toda vermelha
Lágrimas negras saem, caem, dói
São como pedras de um moinho
Que moem, roem, dói
E voce baby
Vai, vem, vai
E voce baby
Vem, vai, vem
Belezas são coisas acesas por dentro
Tristezas são belezas apagadas pelo sofrimento
Lágrimas negras saem, caem, dói
Lágrimas negras saem, caem, dói
Belezas são coisas acesas por dentro

terça-feira, 28 de junho de 2011

Da semana onde tudo aconteceu

Segunda fria e estranha
estranhos sorrisos se escondem 
de mim.
O telefone não tocou.


Terça-feira sem ânimo
O sol apareceu um pouco
Uma febre interna me apaziguou
da morte.
Ninguém bateu à porta.


Quarta-feira foi o despedaçar
do brilho dos meus olhos
A lua se escondeu medrosa
E o sol não pôde aquecer a Terra
Silêncio no mundo, algo aconteceu 
bem ali.


Quinta-feira houve rumores
e lágrimas... uma febre 
terçã me sacudiu os ossos
e derramou todos os líquidos
do meu corpo.
Bateram duas vezes à porta.


Sexta-feira com cara de fim
despontava um recomeço
verde e inseguro
O telefone tocou várias vezes
mas não choveu.


Sábado inicia um recomeço
O sol esquentou
depois do meio dia
logo fez frio... os casais se 
abraçaram debaixo dos cobertores
Só aqueles dois não se encontraram 
ainda... Suspiram uma tristeza.


Domindo é o dia do começo
até mesmo do mundo. O sétimo
ou o sexto? O primeiro ou o último.
Eles todos não sabiam o que 
esperar do mundo, esquecer das
certezas talvez fosse uma saída.
Braços que se encontram debaixo
da chuva, protegidos pelo calor 
de um cigarro... Sim, frágeis!
Só o amor os protegia:
Até de si mesmos ...





Danieli de Castro
26/06/2001
Domingo 

quinta-feira, 23 de junho de 2011

22 é Junho

Olhos de lembranças
que escorrem pelo rosto
lívido...

Algo se quebrou...

Foi o tempo
a luta

foi-se o beijo
a lua

Nunca mais o mesmo afago
o calor das tuas mãos do teu corpo...

Lembranças derramadas
pelo tempo
na face líquida do amor...

Danieli de Castro

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Foi ouvindo aquele som
olhos baços
uma felicidade que passa...

Abraçou a si mesmo na noite da solidão
eram os pontos no céu
disfarçados de estrela

era a lua atrevida se exibindo no azul
noite
ébrio
gélido.

Tristemente
a gente cresce...

e sofre os anos
numa lucidez
que embriaga os sentidos
e nos torna cada vez mais humanos...

nenhuma lágrima.

Danieli de Castro

terça-feira, 14 de junho de 2011

Quase 24...

Houve um momento estanque
em que tudo era sonho
e soube de onde vinha
aquele sentimento todo

pausa e início e novamente uma vida
outro beijo outro cheiro
outro encanto sorrateiro

Nada é assim tão por acaso
pois acaso eu soube o que ainda não sabia?
talvez no monte de coisas acumuladas
apenas um tesouro

o sorriso no olhar que brilha
brilha!
brilha...

Danieli de Castro

domingo, 5 de junho de 2011

Transformers




O cinema e a sua função?

A cada dia que passa perco mais uma esperança.

Todos os dias vejo milhares de pessoas se batendo por coisas inúteis: brigando e se empurrando no metrô, discutindo por horas a fio qual o melhor de time de futebol  (com plena convicção de que o seu é o melhor),
seguindo e imitando modelos televisivos nas novelas e seriados, (em que na maioria das vezes, para não dizer todas, os negros são personagens imbecis e histéricos ou imbecis e melodramáticos... dentre outros imbecis,) -vociferando contra a homossexualidade, contra o direito de greve e o poder de expressão que  "possuímos".

Gosto muito de cinema, muito mesmo. Descobri recentemente o meu perfil cinematográfico: existencial. Estamos num tempo em que tudo que surge deve ser rapidamente rotulado e seguido. ? . Sendo assim...

De qualquer modo, passei a assistir outros tipos de filmes. Um destes tipos são aqueles blockbusters hollywoodianos, baseados em quadrinhos. Outro filão cinematográfico.

Transformers: Conta a história de uma raça super evoluída, que teve seu planeta destruído por um irmão mau. Parte do Cubo, que é o criador destes seres, cai no Planeta Terra, e quem descobre isto é um norte-americano. Daí pra frente, se verão todas as virtudes norte-americanas sendo empurradas aos nossos olhos: A moral, o senso de justiça, a coragem, a "autenticidade", o poder de transformação e ainda o prestígio dos seres norte-americanos que com sua integridade conquistam a confiança, o respeito e a submissão de seres "superiores" a eles.

É incrível perceber o quanto somos manipulados... Pagamos uma fortuna no ingresso do cinema para ver os norte-americanos sendo os bons moços, salvadores do mundo e ainda cidadãos corajosos, brilhantes e lindos!
Os hispano-americanos e os negros são caracterizados no filme, como pessoas secundárias com algum tipo de capacidade secundária.Com modos extremamente exagerados, são caracterizados como tipos covardes, medrosos, imbecis, profundamente estereotipados e inferiores aos norte-americanos.

Não quero criar um bordão com isto, mas é espantoso, como já não são suficientes a novela, o futebol e a mídia televisiva para exaltarem os donos do mundo. Também utilizam o cinema (que pagamos para assistir), para nos fazer engolir mais deste elixir norte-americano, a fim de saibamos exatamente a quem devemos admirar, exaltar, seguir e... obedecer...

E de tanto vermos a mesma coisa se repetir em todos os cantos, acabamos por acreditar que isto é comum e plenamente aceitável. Educamos nossas crianças e nossa sociedade para acreditar no modelo vigente.

A China tem despontado como um grande líder econômico e ao ler uma matéria na revista Veja, fiquei impressionada com o um artigo que falava sobre como as mães chinesas educam seus filhos...

Do jeito que a coisa anda, daqui a pouco teremos um outro líder econômico e aprenderemos a chamar nossas crianças de lixo, caso eles tirem uma nota b no colégio...

Este mundo, sinceramente, anda cada dia mais assustador.

Danieli de Castro