Sou eu
quinta-feira, 24 de março de 2011
Grande Show no Morro do Querosene
Dia 10 de abril grande show no Morro do Querosene em São Paulo (SP) com diversas participações: Nasi, Orquestra de Berimbaus, Planta e Raiz, Frente 3 de Fevereiro, Peixelétrico, Dinho Nascimento, Tião Carvalho e Cupuaçu, Treme Terra c/ Gaspar Z'África Brasil e outros.
O objetivo deste evento é chamar atenção da mídia e sociedade para a preservação ambiental e histórica da Chácara, um espaço de 40.000m2 que vem sendo pleiteado para se transformar em um shopping center conforme depoimento de proprietário no jornal.
O objetivo deste evento é chamar atenção da mídia e sociedade para a preservação ambiental e histórica da Chácara, um espaço de 40.000m2 que vem sendo pleiteado para se transformar em um shopping center conforme depoimento de proprietário no jornal.
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Eventos
segunda-feira, 21 de março de 2011
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Album,
Literatura,
Poeta Danieli de Castro
Divulgação: Zine Clóe 6
'o mero fato de viver me diz que estou errando, sempre' - reni
'entre as noites rodopiam gêmeos morteiros' - adalberto
'o general acordou que eu sonhava' - cacaso
'escrevo com esta palavra sangue' - Danieli de Castro
'relógios, são eles que estragam o tempo' - edner
Clóe 6 - Centro Cultural Serraria / Longa Jornada Noite a Dentro
Dia 26/03 (sábado) 24:00 (mais o u menos)
Rua Guarani, 790, Serraria, Diadema
Tel: 4056-4950
Evento a partir das 21hs música ao vivo, discotecagem, curtas, esquetes, performances, fotografia, dança, cavalo nóia, comida e o que mais trouxerem.
carlos.
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Poeta Danieli de Castro,
Trabalhos
sexta-feira, 18 de março de 2011
Les litanies de Satan
Ô toi, le plus savant et le plus beau de Anges,
Dieu trahi par le sort et privé de louanges,
Ô Satan, prends pitié de ma longue misère!
Ô Prince de l´exil, à qui l´on a fait tort,
Et qui, vaincu, toujours te redresses plus fort,
Ô Satan, prends pitié de ma longue misère!
Toi que sais tout, grand roi des choses souterraines,
Guérisseur familier des angoisses humaines,
Ô Satan, prends pitié de ma longue misère!
Toi, qui, même aux lépreux, aux parias maudits,
Enseignes par l´amour le goût du Paradis,
Ô Satan, prends pitié de ma longue misère!
Ô toi que la Mort, ta vieille et forte amante,
Engendras l´Espérance - une folle charmante!
Ô Satan, prends pitié de ma longue misère!
Toi que fais au proscrit ce regard calme et haut
Qui damne tout un peuple autour d´un échafaud,
Ô Satan, prends pitié de ma longue misère!
Toi qui sais en quels coins des terres envieuses
Le Dieu jauloux cacha les pierres précieuses,
Ô Satan, prends pitié de ma longue misère!
Toi dont l´oeil clair connaît les profonds arsenaux
Où dort enseveli le peuple des métaux
Ô Satan, prends pitié de ma longue misère!
Toi dont la large main cache les précipices
Au somnambule errant au bord des édifices,
Ô Satan, prends pitié de ma longue misère!
Toi qui, magiquement, assouplis les vieux os
De l´ivrogne attardé foulé par les chevaux,
Ô Satan, prends pitié de ma longue misère!
Toi qui, pour consoler l´homme frêle qui souffre,
Nous appris à mêler le salpêtre et le soufre,
Ô Satan, prends pitié de ma longue misère!
Toi qui poses ta marque, ô complice subtil,
Sur le front du Crésus impitoyable et vil,
Ô Satan, prends pitié de ma longue misère!
Toi qui mets dans les yeux et dans le coeur des filles
Le culte de la plaie et l´amour des guenilles,
Ô Satan, prends pitié de ma longue misère!
Bâton des exilés, lampe des inventeurs,
Confesseur des pendus et des conspirateurs,
Ô Satan, prends pitié de ma longue misère!
Père adoptif de ceux qu´en sa noire colère
Du paradis terrestre a chassés Dieu le Père,
Ô Satan, prends pitié de ma longue misère!
Prière
Glorie et louange à toi, Satan, dans les hauteurs
Du Ciel, où tu régnas, et dans les profondeurs
De l´Enfer, où, vaincu, tu rêves en silence!
Fais que mon âme on jour, sous l´Arbre de Science,
Près de toi se repose, à l´heure où sur ton front
Comme un Temple nouveau ses rameaux s´épandront!
Dieu trahi par le sort et privé de louanges,
Ô Satan, prends pitié de ma longue misère!
Ô Prince de l´exil, à qui l´on a fait tort,
Et qui, vaincu, toujours te redresses plus fort,
Ô Satan, prends pitié de ma longue misère!
Toi que sais tout, grand roi des choses souterraines,
Guérisseur familier des angoisses humaines,
Ô Satan, prends pitié de ma longue misère!
Toi, qui, même aux lépreux, aux parias maudits,
Enseignes par l´amour le goût du Paradis,
Ô Satan, prends pitié de ma longue misère!
Ô toi que la Mort, ta vieille et forte amante,
Engendras l´Espérance - une folle charmante!
Ô Satan, prends pitié de ma longue misère!
Toi que fais au proscrit ce regard calme et haut
Qui damne tout un peuple autour d´un échafaud,
Ô Satan, prends pitié de ma longue misère!
Toi qui sais en quels coins des terres envieuses
Le Dieu jauloux cacha les pierres précieuses,
Ô Satan, prends pitié de ma longue misère!
Toi dont l´oeil clair connaît les profonds arsenaux
Où dort enseveli le peuple des métaux
Ô Satan, prends pitié de ma longue misère!
Toi dont la large main cache les précipices
Au somnambule errant au bord des édifices,
Ô Satan, prends pitié de ma longue misère!
Toi qui, magiquement, assouplis les vieux os
De l´ivrogne attardé foulé par les chevaux,
Ô Satan, prends pitié de ma longue misère!
Toi qui, pour consoler l´homme frêle qui souffre,
Nous appris à mêler le salpêtre et le soufre,
Ô Satan, prends pitié de ma longue misère!
Toi qui poses ta marque, ô complice subtil,
Sur le front du Crésus impitoyable et vil,
Ô Satan, prends pitié de ma longue misère!
Toi qui mets dans les yeux et dans le coeur des filles
Le culte de la plaie et l´amour des guenilles,
Ô Satan, prends pitié de ma longue misère!
Bâton des exilés, lampe des inventeurs,
Confesseur des pendus et des conspirateurs,
Ô Satan, prends pitié de ma longue misère!
Père adoptif de ceux qu´en sa noire colère
Du paradis terrestre a chassés Dieu le Père,
Ô Satan, prends pitié de ma longue misère!
Prière
Glorie et louange à toi, Satan, dans les hauteurs
Du Ciel, où tu régnas, et dans les profondeurs
De l´Enfer, où, vaincu, tu rêves en silence!
Fais que mon âme on jour, sous l´Arbre de Science,
Près de toi se repose, à l´heure où sur ton front
Comme un Temple nouveau ses rameaux s´épandront!
Charles Baudelaire
In Fleurs du Mal
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Literatura
Fullgás - Marina Lima
Meu mundo você é quem faz
Música, letra e dança
Tudo em você é fullgás
Tudo você é quem lança
Lança mais e mais em mim
Música, letra e dança
Tudo em você é fullgás
Tudo você é quem lança
Lança mais e mais em mim
Só vou te contar um segredo
Não, não... nada, nada de mau nos alcança
Pois tendo você meu brinquedo
Nada machuca nem cansa
Não, não... nada, nada de mau nos alcança
Pois tendo você meu brinquedo
Nada machuca nem cansa
Então venha me dizer o que será
Da minha vida sem você
Noites de frio... dias não há
E um mundo estranho pra me segurar
Da minha vida sem você
Noites de frio... dias não há
E um mundo estranho pra me segurar
Então onde quer que você vá, é lá...
Que eu vou estar, amor esperto
Tão bom te amar
Que eu vou estar, amor esperto
Tão bom te amar
E tudo de lindo que eu faço
É ver com você, é ver feliz
Você me abre seus braços
E a gente faz um país
Você me abre seus braços
E a gente faz um país
A gente faz um país um país
A gente faz um país
A gente faz o Brasil
É ver com você, é ver feliz
Você me abre seus braços
E a gente faz um país
Você me abre seus braços
E a gente faz um país
A gente faz um país um país
A gente faz um país
A gente faz o Brasil
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música
me atingiu num rompante
me deixou delirante
num espasmo, um vagar...
Se deixou cair
sentar e sorrir
Se deixou ficar
sorrir e calar...
rasgou lentamente tudo que era a gente
e se foi devagar.
Olhou-me nos olhos
desfeita.
Era mais uma apenas
para recordar.
me deixou delirante
num espasmo, um vagar...
Se deixou cair
sentar e sorrir
Se deixou ficar
sorrir e calar...
rasgou lentamente tudo que era a gente
e se foi devagar.
Olhou-me nos olhos
desfeita.
Era mais uma apenas
para recordar.
Danieli de Castro
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Poeta Danieli de Castro
quarta-feira, 16 de março de 2011
De Clau para mim
Escolho meus amigos não pela pele ou outro arquétipo qualquer, mas pela pupila.
Tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante.
A mim não interessam os bons de espírito nem os maus de hábitos.
Fico com aqueles que fazem de mim louco e santo.
Deles não quero resposta, quero meu avesso.
Que me tragam dúvidas e angústias e agüentem o que há de pior em mim.
Para isso, só sendo louco.
Quero os santos, para que não duvidem das diferenças e peçam perdão pelas injustiças.
Escolho meus amigos pela alma lavada e pela cara exposta.
Não quero só o ombro e o colo, quero também sua maior alegria.
Amigo que não ri junto, não sabe sofrer junto.
Meus amigos são todos assim: metade bobeira, metade seriedade.
Não quero risos previsíveis, nem choros piedosos.
Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade sua fonte de aprendizagem, mas lutam para que a fantasia não desapareça.
Não quero amigos adultos nem chatos.
Quero-os metade infância e outra metade velhice!
Crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto; e velhos, para que nunca tenham pressa.
Tenho amigos para saber quem eu sou.
Pois os vendo loucos e santos, bobos e sérios, crianças e velhos, nunca me esquecerei de que "normalidade" é uma ilusão imbecil e estéril.
Tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante.
A mim não interessam os bons de espírito nem os maus de hábitos.
Fico com aqueles que fazem de mim louco e santo.
Deles não quero resposta, quero meu avesso.
Que me tragam dúvidas e angústias e agüentem o que há de pior em mim.
Para isso, só sendo louco.
Quero os santos, para que não duvidem das diferenças e peçam perdão pelas injustiças.
Escolho meus amigos pela alma lavada e pela cara exposta.
Não quero só o ombro e o colo, quero também sua maior alegria.
Amigo que não ri junto, não sabe sofrer junto.
Meus amigos são todos assim: metade bobeira, metade seriedade.
Não quero risos previsíveis, nem choros piedosos.
Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade sua fonte de aprendizagem, mas lutam para que a fantasia não desapareça.
Não quero amigos adultos nem chatos.
Quero-os metade infância e outra metade velhice!
Crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto; e velhos, para que nunca tenham pressa.
Tenho amigos para saber quem eu sou.
Pois os vendo loucos e santos, bobos e sérios, crianças e velhos, nunca me esquecerei de que "normalidade" é uma ilusão imbecil e estéril.
Oscar Wilde
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Danielidades,
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segunda-feira, 14 de março de 2011
blog de quê?
Outro dia me perguntaram de que era meu blog e fiquei pensando um pouco para responder...
Oras, é um blog que não se importa em ser útil, magro e consumista.
Somente é Danielidades.
Cuida das coisas sob a minha ótica.
É afinal o meu universo recriado com requinte visual e poético.
Assim é. E se por acaso ele for útil, foi sem querer. hehehehehe
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Danielidades,
Ponto de vista
quarta-feira, 9 de março de 2011
Obrigado
Todo carnaval tem seu fim, como já disse Los Hermanos.
Um pouco antes do meio dia, saí à rua para resolver questões financeiras e logo me lembrei que ainda restava alguns minutos da Quarta-feira de Cinzas.
As pessoas caminhavam com um olhar, o mesmo olhar. Talvez um cansaço. Talvez das noites de "intenso prazer" ou somente a sensação ilusória disto.
O carnaval passou por mim e eu nem notei. Eu gosto deste estado de alienação.
Ontem recebi um mensagem de um amigo me felicitando pelo meu dia! O dia da mulher. E eu nem me lembrava que era dia 8 de março, que dirá que se comemora o dia da mulher. Ainda se fosse ao menos feriado, vá lá, mas nem isso. E o dia em que se engana as mulheres com uma beleza efêmera, flores que murcham no final do dia, também passou por mim.
É meu estado de alienação.
Existem momentos na vida da gente, que o mais importante é o que se vive intimamente, sem esta ligação com o resto do mundo. Esta agitação coletiva.
Queria viver sempre neste bom estado de alienação, em que pouco importa se é dia de flores ou de lantejoula, o que importa mesmo é viver o dia como se ele nunca mais se repetisse.
Não sei a quem agradecer, mas me sinto grata.
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