Sou eu
domingo, 29 de agosto de 2010
Todo
O meu amor é cachinhos castanhos
na cabeleira da menina de olhos brilhantes!
o meu amor é preguiçoso
moroso lento parada longa
no prazer do momento inteiro
o meu amor
é fugaz...
é beijo no escuro
,
mão por baixo da blusa...
do jeans
da cama
do abajur aceso
e só ele pode
com esta vontade
toda de beber o tempo
do teu carinho...
todo.
Danieli de Castro
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Poeta Danieli de Castro
terça-feira, 24 de agosto de 2010
A orelha de Eurídice- Cazuza
Você na multidão
você e diferente
As suas mãos me acenam não parecem ter morrido
Cheias de presentes
Caixas coloridas
Trouxe uma orelha envolta
Num pano vermelho
É a prova, meu amor
Me espera sem uma orelha
Vou correndo, vou agora
Resgatar o meu amor
No asfalto quente
Do aeroporto
Como uma miragem
É a alma quem castiga o corpo
Esta é a mensagem
Na paisagem distorcida
Pelos aviões que sobem
Você voltou pra me ajudar
E eu fico mais feliz
Mas ainda não estamos salvos
O ar está pesado
Não é só a cicatriz
Que identifica o ser amado
Temos que ter idéias juntos
Temos que achar uma maneira
É que agora está chovendo
Uma chuva sem vento
E há meia hora ventava
Vamos fugir pra dentro
Há meia hora ventava
E tínhamos coragem
E eu já estou cansado
De não gostar de mim.
você e diferente
As suas mãos me acenam não parecem ter morrido
Cheias de presentes
Caixas coloridas
Trouxe uma orelha envolta
Num pano vermelho
É a prova, meu amor
Me espera sem uma orelha
Vou correndo, vou agora
Resgatar o meu amor
No asfalto quente
Do aeroporto
Como uma miragem
É a alma quem castiga o corpo
Esta é a mensagem
Na paisagem distorcida
Pelos aviões que sobem
Você voltou pra me ajudar
E eu fico mais feliz
Mas ainda não estamos salvos
O ar está pesado
Não é só a cicatriz
Que identifica o ser amado
Temos que ter idéias juntos
Temos que achar uma maneira
É que agora está chovendo
Uma chuva sem vento
E há meia hora ventava
Vamos fugir pra dentro
Há meia hora ventava
E tínhamos coragem
E eu já estou cansado
De não gostar de mim.
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tempo parado
Na onda de um raio solar
era a mesma energia envolvente
o mesmo cheiro inebriante.
Calada ela sorria uma vingança
sentindo-se impelida a ser mais
selvagem.
e por onde abriu os olhos
caiu...
e sempre a mesma
energia envolvente a
arrebata e vence.
era a mesma energia envolvente
o mesmo cheiro inebriante.
Calada ela sorria uma vingança
sentindo-se impelida a ser mais
selvagem.
e por onde abriu os olhos
caiu...
e sempre a mesma
energia envolvente a
arrebata e vence.
Danieli de Castro
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sexta-feira, 20 de agosto de 2010
Handball
Ada ada ada
elas não são de nada!!!
kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
Hoje me senti voltando aos meus 15 anos!!
Vários gols maravilhosos!!! Isto Dani!!!
Marcação perfeita!!! E ela vibraaaaaaaaaaaa!!!
hehehehehehhe
POis é. A vida é feita destas simplicidades estranhas.
Mesmo morrendo de uma gripe repentina ela resistiu e venceu DOIS TIMES!!! Uaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaauuuuuuuuuuuuuuuuuuuu!!!!
kkkkkkkkkkkkkkkkkkk
elas não são de nada!!!
kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
Hoje me senti voltando aos meus 15 anos!!
Vários gols maravilhosos!!! Isto Dani!!!
Marcação perfeita!!! E ela vibraaaaaaaaaaaa!!!
hehehehehehhe
POis é. A vida é feita destas simplicidades estranhas.
Mesmo morrendo de uma gripe repentina ela resistiu e venceu DOIS TIMES!!! Uaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaauuuuuuuuuuuuuuuuuuuu!!!!
kkkkkkkkkkkkkkkkkkk
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terça-feira, 17 de agosto de 2010
23 e algumas coisas
Os lábios se fecharam num beijo insano, olhos de gata no cio, um perfume penetrante, mãos largadas pelo corpo esguio.
Esquecida de si mesma naquela noite névoa fria e esfumaçada. A cama propositalmente larga para que sentisse com mais espaço sua Solidão.
Ana dançava no tempo e ele dançava no corpo dela uma valsinha sentimental. Delicioso corpo; ainda moço, voluptuoso e ritmado no Desejo.
Ela se sabia gata sorrateira; olhos de lince, beleza apurada pelas horas que passavam, escorregava pelo tapete da sala com gatos vadios: "Na minha cama não..." Solidão é algo indivisível.
Não sofria sua natureza. Vez em quando acordava neblinada: suportava o dia como uma grande pedra no sapato, cheia de coragem. E sorrisos breves de brumas exibiam-se tênues em seu rosto antigo. Chegava em casa e já na porta vomitava o dia e se lavava em plácidas lágrimas que calmamente a banhavam devagar, bem devagar.
A luz de seu quarto nunca se apagava e seu coração nunca dormia. Ela buscava algo nos confins dos outros: voltava sempre de mãos vazias.
Esquecida de si mesma naquela noite névoa fria e esfumaçada. A cama propositalmente larga para que sentisse com mais espaço sua Solidão.
Ana dançava no tempo e ele dançava no corpo dela uma valsinha sentimental. Delicioso corpo; ainda moço, voluptuoso e ritmado no Desejo.
Ela se sabia gata sorrateira; olhos de lince, beleza apurada pelas horas que passavam, escorregava pelo tapete da sala com gatos vadios: "Na minha cama não..." Solidão é algo indivisível.
Não sofria sua natureza. Vez em quando acordava neblinada: suportava o dia como uma grande pedra no sapato, cheia de coragem. E sorrisos breves de brumas exibiam-se tênues em seu rosto antigo. Chegava em casa e já na porta vomitava o dia e se lavava em plácidas lágrimas que calmamente a banhavam devagar, bem devagar.
A luz de seu quarto nunca se apagava e seu coração nunca dormia. Ela buscava algo nos confins dos outros: voltava sempre de mãos vazias.
Danieli de Castro
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da fúria dela
Amália rasgou todas as roupas, arrebentando os botões. Quebrou com uma paciência sádica toda a mobília e deteve tempo maior rasgando as preciosas páginas dos livros de Ernesto. Carregava um sorriso insano e um olhar lúcido.
Quando já havia destruído tudo na casa, juntou os restos e botou tudo para queimar, com uma placidez irresistível.
Já havia gasto todas as imprecações possíveis quando enfim, Ernesto chegou.
Ele tinha um olhar parvo, não compreendia aquilo.
O fogo ardia enquanto Amália procurava algo no meio do caos, encontrou a tesoura no meio dos restos do criado mudo. Caminhou até a fogueira, e com calma foi cortando as longas madeixas e jogando-as no fogo também. Ernesto falava e falava, ela fez questão de não entender.
Ele já suava, um suor mais de ódio do que de calor, quando ela pegou nas mãos dele. Ele a olhou apavorado. Ela esperou. Olhava para Ernesto com uma insistência sem refúgio. Ele não teve saída, se entregou.
Segurando no braço dele, ela botou a mão esquerda em cima da fogueira que ardia incessante se alimentando do que fora a caixa que guardava duas figuras descoladas do mundo. Não se importou com as silenciosas súplicas de Ernesto, deixou a mão dele queimando por mais um tempo.
Respirou fundo em busca de alguma piedade e não encontrou nada.
- Não chore.
Foram as últimas palavras que Amália dirigiu a Ernesto naquele dia.
Quando já havia destruído tudo na casa, juntou os restos e botou tudo para queimar, com uma placidez irresistível.
Já havia gasto todas as imprecações possíveis quando enfim, Ernesto chegou.
Ele tinha um olhar parvo, não compreendia aquilo.
O fogo ardia enquanto Amália procurava algo no meio do caos, encontrou a tesoura no meio dos restos do criado mudo. Caminhou até a fogueira, e com calma foi cortando as longas madeixas e jogando-as no fogo também. Ernesto falava e falava, ela fez questão de não entender.
Ele já suava, um suor mais de ódio do que de calor, quando ela pegou nas mãos dele. Ele a olhou apavorado. Ela esperou. Olhava para Ernesto com uma insistência sem refúgio. Ele não teve saída, se entregou.
Segurando no braço dele, ela botou a mão esquerda em cima da fogueira que ardia incessante se alimentando do que fora a caixa que guardava duas figuras descoladas do mundo. Não se importou com as silenciosas súplicas de Ernesto, deixou a mão dele queimando por mais um tempo.
Respirou fundo em busca de alguma piedade e não encontrou nada.
- Não chore.
Foram as últimas palavras que Amália dirigiu a Ernesto naquele dia.
Danieli de Castro
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o grito do homem
- Você não compreende? Não deveria ter voltado!
Amália silênciou pela última vez.
Amália silênciou pela última vez.
Danieli de Castro
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Escuta, Zé Ninguém
" És tu que o condenas à solidão, não à solidão que gera grandes obras, mas à solidão do temor da incompreensão e do ódio."
" E depois de condenares o grande homem à solidão é ainda teu hábito esquecê-lo. Segues o teu caminho, perorando outras asneiras, ferindo de novo. Esqueces. Mas é da natureza do grande homem não esquecer nem vingar-se, mas tentar entender A INCONSISTÊNCIA DO TEU COMPORTAMENTO"
"Sei também que te é estranho que assim seja. Podes crer, porém que o sofrimento que infliges tantas vezes inconscientemente - e que quantas vezes logo esqueces- é para o grande homem, mesmo se incurável, motivo de reflexão em teu nome, não pela grandeza dos teus atos, mas exatamente pela sua pequenez."
"Perto de ti é difícil pensar, Zé Ninguém. É apenas possível pensar acerca de ti, nunca contigo"
"Tu és medíocre e queres continuar a sê-lo"
Reich, Wilheim. Escuta, Zé Ninguém. Arquivo em PDF, p. 10-12.
" E depois de condenares o grande homem à solidão é ainda teu hábito esquecê-lo. Segues o teu caminho, perorando outras asneiras, ferindo de novo. Esqueces. Mas é da natureza do grande homem não esquecer nem vingar-se, mas tentar entender A INCONSISTÊNCIA DO TEU COMPORTAMENTO"
"Sei também que te é estranho que assim seja. Podes crer, porém que o sofrimento que infliges tantas vezes inconscientemente - e que quantas vezes logo esqueces- é para o grande homem, mesmo se incurável, motivo de reflexão em teu nome, não pela grandeza dos teus atos, mas exatamente pela sua pequenez."
"Perto de ti é difícil pensar, Zé Ninguém. É apenas possível pensar acerca de ti, nunca contigo"
"Tu és medíocre e queres continuar a sê-lo"
Reich, Wilheim. Escuta, Zé Ninguém. Arquivo em PDF, p. 10-12.
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