Sou eu

Minha foto
Descobrindo meus ângulos, meus brihos internos...

terça-feira, 29 de junho de 2010

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Descobrimos!!!

É o ponto de tensão!

Corta!



mais do mesmo

e quanto mais eu tento
mais me perco no meio
do domingo tonto.

Eita!

Por que?

Se tudo estava bem, eu não precisava
esperar.

- ela sempre dizia isto ao acordar, doutor. É grave?
- não, não... um caso simples.


DANIELI DE CASTRO

No meio do céu

Aceito a separação com ternura
Aceito o nome ímplicito

a noite clara me contou um segredo.

No meio de toda gente há um orgão
que pulsa, sabe-se lá de que é feito.

eu tenho certeza desta verdade.

Me encontrei com passarinhos
andei calma por ai
escutei o que me dizia a noite
mas o domingo não passou em mim.

Pelo contrário de todas as coisas
acordei cor de abóbora e cantei sozinha.

esquecer é algo a que me rebelo.
me refugio em poemas, me esquento
em cobertores alheios, sou o desse jeito
assim mesmo...

Que fazer?

mas a noite sabe que sou eu quem quero sempre o imprevísivel: a novidade.
E que a rua deserta me encanta mais que palavras, disto ela tem certeza.

DANIELI DE CASTRO

domingo, 27 de junho de 2010


Do dia da Partida

Chegou o dia da liberdade. Amália precisava explicar:
-Estou indo embora... me deram a liberdade. Ainda não sei o que fazer com ela, mas sei que preciso ir, de qualquer modo eu não estaria aqui para sempre e...
- Você não percebe o quanto é insuportável te ouvir explicar-se. Vá logo de uma vez!
-Eu só queria que compreendesse, Ernesto.
-Já compreendi!
Amália se foi com sua liberdade murcha debaixo do braço. O homem que sobrou no quarto escuro estava retaliado pela raiva causada por aquela cena. Remoía um rancor, um despeito, uma incompreensão profunda e mais uma raiva, mas de outro tipo. Porque lhe parecia que ela sentia prazer em perceber o quanto ele estava mortificado com sua partida. Contudo, nem ele mesmo sabia se ficara alterado pela ausência de Amália ou pela presença de sua constante solidão.
Cenho franzido, punhos cerrados... Deitou-se com seus pensamentos e acabou adormecendo naquela tarde exígua: Sonhou com a partida da Amália e descobriu que os sonhos são pensamentos aumentados ou deformados.

DANIELI DE CASTRO

Hein???

Lenine - Martelo Bigorna

Muito do que eu faço
Não penso, me lanço sem compromisso.
Vou no meu compasso
Danço, não canso a ninguém cobiço.
Tudo o que eu te peço
É por tudo que fiz e sei que mereço
Posso, e te confesso.
Você não sabe da missa um terço

Tanto choro e pranto
A vida dando na cara
Não ofereço a face nem sorriso amarelo
Dentro do meu peito uma vontade bigorna
Um desejo martelo

Tanto desencanto
A vida não te perdoa
Tendo tudo contra e nada me transtorna
Dentro do meu peito um desejo martelo
Uma vontade bigorna

Vou certo
De estar no caminho
Desperto.

sexta-feira, 25 de junho de 2010

hOje


o dia

Houve o dia do descanso

Regalou-se

Sonhou absurdos, dançou, bebeu, sorriu, entregou-se:

uma preguiça envolvente...

viver requer energia.


DANIELI DE CASTRO

Talvez o início

Tudo precisa de um início? O caso deles começou pelo meio. Já estava maturando e ninguém nem eles haviam percebido, mas isto não importa. Vejamos. A cena inicial seria assim:
- Oi.
-Oi...
-Gostei mesmo dos seus olhos.
-Eu estava pensando em quanto tempo suportaremos aqui sozinhos...
-Estamos acompanhados um pelo outro... só não suporto as vozes que não se calam. Amália, me abraça.

E ela se surpreendeu, porque ainda não tinha sido nomeada. Ficou aturdida e respondeu logo:

-Ernesto, eu não posso. Não agora.
-Tudo bem...

Ele gostou do nome e não ficou nem um pouco perturbado, era um nome um pouco comum um pouco socialista ou comunista demais, entretanto foi o que ela escolheu e ele estava tão empenhado em descobri-la que não falou nada sobre o nome, nem sobre nada. Silenciou.
E se foram, caminhando lentamente. Notoriamente estavam juntos, mas de que maneira nem eles entenderam e talvez nunca entendessem. Apenas sentiam.

DANIELI DE CASTRO

quinta-feira, 24 de junho de 2010


História nova

O Ernesto e a Amália descansam...

Esses barbudo véio, kkkkkkkkkkk


Lembranças musicais.

Cantoria na casa do Mário:
cantoras Dani e Ju!
kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

Lisbela- Los Hermanos

Eu quero a sina de um artista de cinema
Eu quero a cena onde eu possa brilhar
Um brilho intenso, um desejo, eu quero um beijo
Um beijo imenso, onde eu possa me afogar
Eu quero ser o matador das cinco estrelas
Eu quero ser o Bruce Lee do Maranhão
A Patativa do Norte, eu quero a sorte
Eu quero a sorte de um chofer de caminhão
Pra me danar por essa estrada, mundo afora, ir embora
Sem sair do meu lugar
Pra me danar, por essa estrada, mundo afora, ir embora
Sem sair do meu lugar
Ser o primeiro, ser o rei, eu quero um sonho
Moça donzela, mulher, dama, ilusão
Na minha vida tudo vira brincadeira
A matinê verdadeira, domingo e televisão
Eu quero um beijo de cinema americano
Fechar os olhos fugir do perigo
Matar bandido, prender ladrão
A minha vida vai virar novela
Eu quero amor, eu quero amar
Eu quero o amor de Lisbela
Eu quero o mar e o sertão
Eu quero amor, eu quero amar
Eu quero o amor de Lisbela
Eu quero o mar e o sertão

terça-feira, 22 de junho de 2010


Prosinha inofensiva

O Touro foi o primeiro a despertar naquele dia, o mais preguiçoso de todos. Sentia cheiro de novidade e foi procurando com o focinho.
O Leão viu a busca do Touro, observou bem e adormeceu novamente à espera de algo a sua altura.
A águia não se incomodou com a movimentação do Touro, porque muitas vezes não terminava em nada.
Eles perceberam como o Touro estava folgazão, os olhos moles de sempre, mas em posição de combate. O Leão olhou mais uma vez, já ia se virando, porém despertou de vaidade. A águia percebeu o ânimo do Leão e sabia que de nada adiantaria alertá-lo para que tivesse mais prudência, aquele ali era muito teimoso, amiúde, mais turrão que o outro.
E moroso se foi o Touro, livre da vigilância da águia, solto em seus instintos. Aproveitou a boa nova até a última gota, o derradeiro sabor, aquele que sobra na língua e fica...
Aconteceu que o Leão cego de vaidade entrou na frente do Touro. Este não se importou nada, continuou no mesmo lugar placidamente esperando sua vez. A águia sim, esta ficou furiosa, se não fosse tão "classuda" gritaria: - "Espere sua vez, felino desgraçado!" - Mas, como era muito educada, afiou suas garras e furou os dois olhos do Leão. Pronto. Agora ele aquietou. A ave voltou para o seu lugar, o Touro digerindo, ficou à espera da próxima novidade. E o Leão, pobrezinho, se deu mal.
-"Calma, Leão, vá devagar da próxima vez", disseram-lhe os outros dois, mas o Leão é todo emotivo, de dar chateação. Rugiu altamente: CALEM-SE! E se virou para chorar seu choro nobre de rei das selvas. Coitado.

DANIELI DE CASTRO

sexta-feira, 18 de junho de 2010



Soul - Pedro Luís e a parede

Sou, sou, sou, sou, sou
A minha alma agita
Vou, vou, vou, vou, vou
Minha garganta canta ou grita

Quero te falar da minha canção
Coisas que habitam o meu coração
Quero respirar, voar no seu ar
Quero largar da solidão te dizendo quem

Sou...

Eu não quero conta de chegar
Quero chegar junto com você
Nem quero saber se o tempo passar
Sei que um dia desses você vai entender quem eu

Sou, sou
Sou, sou
Sou, sou
Sou, sou

quinta-feira, 17 de junho de 2010

terça-feira, 15 de junho de 2010

22

Este era o ritual...
eu ouvia e todos falavam.

ele achou que era 24
mas é 23.

Não tem mais importância.

Passou.

DANIELI DE CASTRO

22 de Abril

As luzes do quarto se apagaram

Existe a espera de um beijo
que não acontece nunca.

A chuva cai
o som não para
o rio não volta

Amor,
foi bom,
mas,

Acabou.

DANIELI DE CASTRO

Apenas

Apenas uma palavra
um raio de sol
um luar

e eu acreditava
que suas palavras
táteis

me tocavam
excitavam
ebuliam

você me disse assim
de leve:

- eu sempre gosto de você

E meus olhos sorriram
sem que meus lábios
pudessem.

DANIELI DE CASTRO

Tortas suiças

As baratas gordas
eram doces frutas
tropicais

que comemos lambendo
os dedos

e nos sentamos no
charmoso Caffé
e saboreamos deliciosas

tortas suiças

acreditando que fazíamos
a revolução comunista
no mundo

e aquilo não era
nosso sangue

e prestígio

pessoas sutis
sentadas à mesa...

e houve o som que
me dizia

O sonho acabou!
O sonho acabou!
O sonho acabou!

DANIELI DE CASTRO

Fim da série Desopilações 22

adeus .

Raiva é energia propulsora...

Óculos da verdade

O homem atrás do casaco de lã tem barbas longas de vaidade. Um olhar de escárnio sobre o esforço humano. Nada sobra neste espaço em branco, os espaços em branco dos olhos do velho homem:
- O que houve conosco, Deodora?
- Você nunca esteve aqui de verdade, homem...
Andavam nus, um ao lado do outro. Peles enrugadas e tristes, do tempo que passou e não volta mais.
As mulheres da guerra fizeram uma armadura com seus cintos de castidade e arrancaram as vidas do chão: pela raiz. Cansadas e entediadas romperam com a mentira da criação.
Pararam e foram tomar café com chocolate no fundo.
E o homem do casaco de lã voltou com seus óculos de ver a verdade, dizendo:
-Basta! Voltem para seus lares, mulheres sem coração!
Elas voltaram em silêncio, tiraram todos os homens das casas e arrancaram seus olhos, colocaram dentro de baldes, voltaram ao homem da barba e dos óculos, entregaram os baldes em silêncio.
O homem tirou os óculos da verdade.
Elas arrancaram os olhos dele também.

DANIELI DE CASTRO

Kids

Quase pintamos o amor
no muro
mas o rancor
travou nossos dedos

enregelou e quebrou
a poesia em nossos corações!

DANIELI DE CASTRO

Arranjaí

Arranja um poema
playground:
pra eu brincar na
minha infância triste.

Arranja um poema
vida:
eu vivo, depois do ensaio
esqueço e durmo.

Arranja aí um poema
mensagem:
pra eu dizer a todos
-Fodam-se!

Mutuamente.
DANIELI DE CASTRO

O incômodo mundo.

Um dia bonito. Fazia frio e o sol ainda assim se exibia no céu. Caminhavam lado a lado.
Ela se impacientou Mas que saco!
Ele se impacientou Você é muito intolerante!
Ela silenciou.
Ele estranhou e continuou assim mesmo.
Ela disse Eu sei que sou intolerante, e eles será que sabem que são patéticos?
Um amargo na voz sonolenta da garota triste intolerante melancólica quase apaixonada.
Ele sorriu, um sorriso breve.
Ele perguntou O que você tem?
Ela respondeu Nada...
Ele perguntou E ter nada é bom?
Ela respondeu num muxoxo de não querer responder e voltou a si mesma.
Agora ouve música e pensa que ele tem razão. Entretanto, nada disso faz parte dela nem dele é apenas o mundo que teima em interferir na vida dos outros que não querem ser incomodados por ninguém.
Eu grito com ela: - QUE SACO!

DANIELI DE CASTRO

Este é seu

O rei e o Som

Aonde o lugar
onde desenhar
corações vermelhos?

Aonde a paisagem
reina a noite e o dia
no mesmo céu?

Esqueça as palavras
ditas como reserva,
basta de sonhos brancos
na parede clara.

Você não acredita que eu
possa me diluir?

Nada é demais neste
mundo, meu velho!

E esperar é um dom
que não me cabe
posso ouvir a voz que
me clareia:

são vagas sombras
de sorrisos inteiros
e nada sobra das
palavras e meias.

DANIELI DE CASTRO

Chutando baldes... ^


Série Desopilações

O meu ano velho está passando
eu não tenho muito tempo...

então.

série desopilações:

acima ^

segunda-feira, 14 de junho de 2010




canção

Eu quero
Me esconder debaixo
Dessa sua saia
Prá fugir do mundo
Pretendo
Também me embrenhar
No emaranhado
Desses seus cabelos
Preciso transfundir
Seu sangue
Pro meu coração
Que é tão vagabundo...
Me deixe
Te trazer num dengo
Prá num cafuné
Fazer os meus apelos...

Eu quero
Ser exorcizado
Pela água benta
Desse olhar infindo
Que bom
É ser fotografado
Mas pelas retinas
Dos seus olhos lindos
Me deixe hipnotizado
Prá acabar de vez
Com essa disritmia...

terça-feira, 8 de junho de 2010


Inverno

A sopa esfria
na tigela
branca.

Um som atravessa o ar:
o frio.

A moça dorme
Esperava.
Nada aconteceu.

DANIELI DE CASTRO

aluzeio

"(...)Se você me vir sorridente
em meu fusca azul
aproveitando o sinal amarelo
dirigindo firme em direção ao sol
estarei mergulhado no
braços de uma
vida insana (...)"



Charles Bukowski
in O amor é um cão dos diabos