Sou eu

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Descobrindo meus ângulos, meus brihos internos...

sexta-feira, 30 de abril de 2010



O Leitor

Um filme de uma tristeza profunda... Uma beleza singela...

O amor de um adolescente, a simplicidade humana de uma mulher...

E um monte de lágrimas dentre as conclusões...

quarta-feira, 28 de abril de 2010

"(...)o mal é bom e o bem cruel"


"Ela vai ser o que quis"

Tigresa - Caetano Veloso

Uma tigresa de unhas negras
E íris cor de mel
Uma mulher, uma beleza
Que me aconteceu
Esfregando a pele de ouro marrom
Do seu corpo contra o meu
Me falou que o mal é bom e o bem cruel
Enquanto os pelos dessa deusa
Tremem ao vento ateu
Ela me conta com certeza
Tudo o que viveu
Que gostava de política
Em mil novecentos e sessenta e seis
E hoje dança no Frenetic Dancin^Ò Days
Ela me conta que era atriz
E trabalhou no Hair
Com alguns homens foi feliz
Com outros foi mulher
Que tem muito ódio no coração
Que tem dado muito amor
E espalhado muito prazer e muita dor
Mas ela ao mesmo tempo diz
Que tudo vai mudar
Porque ela vai ser o que quis
Inventando um lugar
Onde a gente e a natureza feliz
Vivam sempre em comunhão
E a tigresa possa mais do que o leão
As garras da felina
Me marcaram o coração
Mas as besteiras de menina
Que ela disse não
E eu corri pra o violão num lamento
E a manhã nasceu azul
Como é bom poder tocar um instrumento

segunda-feira, 26 de abril de 2010


Kundaliní

Defronte do seu rosto imberbe
soprei minha fama infame
e fechei a porta brutalmente

eu sabia que tudo aquilo
eram só lágrimas escondidas no meu peito
e toda água escorrendo era energia viva...

Nos meus braços
você sorrindo inteiro
e a tua voz me penetrando lentamente...

Foram horas infindas
tão lindas como um
encontro etéreo...

"não esquece de mim não, viu"

talvez foram as últimas palavras.

DANIELI DE CASTRO

sábado, 24 de abril de 2010


Ossário Alexandre Orion

Ir pro centro da cidade de São Paulo em custa R$ 5,15 e pra voltar pra casa o mesmo valor, ou seja, um total de R$ 10,30 ida e volta. É um absurdo!

No dia 13 de Abril, eu estava na República no começo da noite e ainda estava cedo para voltar para casa, então fui procurar algo para fazer.

No Centro Cultural Banco do Brasil encontrei uma atividade gratuita, um bate-papo sobre a exposição Ossário, do artista plástico Alexandre Orion, - que ficará exposta até o dia 09 de Maio no CCBB - com dois professores da USP e com o próprio Alexandre Orion.

Achei curioso o estilo do pessoal que ia chegando para o evento, todos com um estilo largado, exibindo nomes de grifes caras em suas roupas largas e tênis característicos de um determinado grupo social...

A intervenção Ossário, idealizada e realizada por Alexandre Orion no túnel Max Feffer foi realizada durante 17 madrugadas.

Alexandre intrigado com o desaparecimento da cor AMARELA do túnel, imaginou que estava PRETO, devido á falta de iluminação, porém ao constatar que aquele PRETO era na verdade uma camada grossa de fuligem - dois dedos- que juntou-se ali por causa da constante e ininterrupta emissão de poluentes dos carros, ficou assustado.

Levou dois anos para amadurecer a idéia do Ossário, de cuja intenção era levar o humano para o túnel, segundo ele se inspirou nas paredes mortuárias dos Incas.

Orion, sabia que seu trabalho teria algum tipo de repercussão, visto que o túnel onde fez os mais de 3 metros de crânios é monitorado por câmeras. Assim com a ajuda de amigos, gravou todo o trabalho, inclusive o vídeo pode ser encontrado no youtube.

Nas 17 madrugadas em que esteve no túnel foi abordado inúmeras vezes. Primeiro vinham os agentes de trânsito dizendo que era proibido a estado de Orion no local, ao que ele respondia:
- Tudo bem, mas eu não vou sair.
Depois chegava a polícia, truculenta ou não, perguntando o que ele estava fazendo, Orion levantava a mão e respondia:
- Estou limpando.

O crime está vinculado ao uso da tinta, não à técnica, o fato de ele estar limpando não era um crime, mas uma civilidade e a polícia não podia fazer nada contra isto e ia embora.
O único meio de fazer o artista parar era limpando a sujeira que era seu objeto de trabalho.

O poder público simplesmente mandou lavar toda a intervenção. Apagaram a construção crítica em vez de responder à denúncia do GRANDE NÍVEL DE POLUENTES EMITIDOS NA CIDADE. "Abafaram" o caso lavando, evitando que os túneis fiquem sujos a fim de que não houvesse mais o problema Orion.
Depois da intervenção, a prefeitura passou a lavar os túneis com agendamento. Foi um processo importante. Não suficiente.

Alexandre Orion se projetou bastante com esta e outras intervenções, com mérito. Já expôs na Europa e em países da América, está com uma exposição no CCBB, é capa da revista CULT (R$ 9,90), e ontem, casualmente, assisti a uma reportagem sobre Ossário no canal 16.

No dia do bate-papo, observei a sola do tênis de Orion, não estava gasto, nem um pouquinho sujo de poeira nem nada. Ele e todo o pessoal que estava lá figurando de conscientes e críticos, emitem poluentes como todo cidadão motorizado e todo o pessoal que se valem de problemas sociais e ambientais para se projetar e vender.

Não basta falar, denunciar, é preciso fazer algo também.
Tanta hipocrisia me deixa nauseada.

por mim: IJEXÁ


por mim: Rochi emocionada... a primeira da esquerda.


por Nina


Festa do Boi - Morro do Querosene - 3 de Abril 2010

Foi num workshop, uma semana antes, com os percussionistas Simone Soul e Guilherme Kastrup, no Centro Cultural Diadema, que eu soube da Festa do Boi que ocorre todo ano no Morro do Querosene.
Na sexta-feira, um dia antes, coincidentemente, uma amigo anunciou:
-É amanhã!!!
e eu exclamei:
-Eu vooooooooooooou! kkkkkkkkkkk
Alguns amigos me acompanharam. Quando chegamos ainda chovia e nos abrigamos onde foi possível com guarda-chuva e capa.
Felizmente a chuva deu espaço para que a fogueira fosse acesa e tivesse inicío a festa popular do Maranhão.
O pessoal esquentando a pele do pandeirão, pessoas chegando, o som ecoando devagar, lentamente, como uma ladainha... leve e calma: tão bom de ouvir.
Juntamente com instrumentos, alguns dos participantes enquanto dançavam e tocavam iniciaram um passo de dança e todo mundo seguiu.
Não dava pra saber se eram as pessoas que aqueciam o fogo, se o fogo aquecia as pessoas, se os instrumentos eram tocados ou se tocavam as pessoas... o som ia se erguendo nos ares e quem cantava e quem era cantado?...
Mais e mais e mais pessoas chegavam e iam se integrando ao ajuntamento. Havia uma sintonia ritmo-desritmada e todos juntos já entoavam as cantigas e dançavam juntos!
Foi no meio da dança que conheci a Rochi, uma malabarista argentina, linda e muito gente boa!!! Ela ficou tão emocionada com os toques que chorou...
Havia uma árvore, debaixo de onde acenderam a fogueira e ao redor barraquinhas de bebida e alimentação, além de alguns trecos.
Por um momento, me esqueci de tudo... eu era dança e som e nada mais...
Voltando para casa, algo me intrigava...
Apesar de ser uma festa do Maranhão, o único maranhense que vi por lá foi o Tião Carvalho, que organiza a festa todo ano e é professor convidado pela Escola de Comunicação e arte da USP; mas São Paulo é um Estado que 'acolheu' inúmeros maranhenses, baianos, cearenses dentre outros. E onde estavam eles? Os donos da festa?
Porque apesar de não ter havido uma grande divulgação havia muita gente do centro da cidade por lá...
e os donos da festa, hein?

sexta-feira, 23 de abril de 2010


22 Abril-se uma lacuna.

Dominguinhos - Tenho sede

Traga-me um copo d´água, tenho sede
E essa sede pode me matar
Minha garganta pede um pouco d´água
E os meus olhos pedem seu olhar

A planta pede chuva quando quer brotar
O céu logo escurece quando vai chover
Meu coração só quer o teu amor
Se não me deres posso até morrer.