
Sou eu
sexta-feira, 30 de abril de 2010
O Leitor
Um filme de uma tristeza profunda... Uma beleza singela...
O amor de um adolescente, a simplicidade humana de uma mulher...
E um monte de lágrimas dentre as conclusões...
O amor de um adolescente, a simplicidade humana de uma mulher...
E um monte de lágrimas dentre as conclusões...
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Ponto de vista
quarta-feira, 28 de abril de 2010
"(...)o mal é bom e o bem cruel"
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música
"Ela vai ser o que quis"
Tigresa - Caetano Veloso
Uma tigresa de unhas negras
E íris cor de mel
Uma mulher, uma beleza
Que me aconteceu
Esfregando a pele de ouro marrom
Do seu corpo contra o meu
Me falou que o mal é bom e o bem cruel
Enquanto os pelos dessa deusa
Tremem ao vento ateu
Ela me conta com certeza
Tudo o que viveu
Que gostava de política
Em mil novecentos e sessenta e seis
E hoje dança no Frenetic Dancin^Ò Days
Ela me conta que era atriz
E trabalhou no Hair
Com alguns homens foi feliz
Com outros foi mulher
Que tem muito ódio no coração
Que tem dado muito amor
E espalhado muito prazer e muita dor
Mas ela ao mesmo tempo diz
Que tudo vai mudar
Porque ela vai ser o que quis
Inventando um lugar
Onde a gente e a natureza feliz
Vivam sempre em comunhão
E a tigresa possa mais do que o leão
As garras da felina
Me marcaram o coração
Mas as besteiras de menina
Que ela disse não
E eu corri pra o violão num lamento
E a manhã nasceu azul
Como é bom poder tocar um instrumento
Uma tigresa de unhas negras
E íris cor de mel
Uma mulher, uma beleza
Que me aconteceu
Esfregando a pele de ouro marrom
Do seu corpo contra o meu
Me falou que o mal é bom e o bem cruel
Enquanto os pelos dessa deusa
Tremem ao vento ateu
Ela me conta com certeza
Tudo o que viveu
Que gostava de política
Em mil novecentos e sessenta e seis
E hoje dança no Frenetic Dancin^Ò Days
Ela me conta que era atriz
E trabalhou no Hair
Com alguns homens foi feliz
Com outros foi mulher
Que tem muito ódio no coração
Que tem dado muito amor
E espalhado muito prazer e muita dor
Mas ela ao mesmo tempo diz
Que tudo vai mudar
Porque ela vai ser o que quis
Inventando um lugar
Onde a gente e a natureza feliz
Vivam sempre em comunhão
E a tigresa possa mais do que o leão
As garras da felina
Me marcaram o coração
Mas as besteiras de menina
Que ela disse não
E eu corri pra o violão num lamento
E a manhã nasceu azul
Como é bom poder tocar um instrumento
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música
segunda-feira, 26 de abril de 2010
Kundaliní
Defronte do seu rosto imberbe
soprei minha fama infame
e fechei a porta brutalmente
eu sabia que tudo aquilo
eram só lágrimas escondidas no meu peito
e toda água escorrendo era energia viva...
Nos meus braços
você sorrindo inteiro
e a tua voz me penetrando lentamente...
Foram horas infindas
tão lindas como um
encontro etéreo...
"não esquece de mim não, viu"
talvez foram as últimas palavras.
soprei minha fama infame
e fechei a porta brutalmente
eu sabia que tudo aquilo
eram só lágrimas escondidas no meu peito
e toda água escorrendo era energia viva...
Nos meus braços
você sorrindo inteiro
e a tua voz me penetrando lentamente...
Foram horas infindas
tão lindas como um
encontro etéreo...
"não esquece de mim não, viu"
talvez foram as últimas palavras.
DANIELI DE CASTRO
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Literatura,
Poeta Danieli de Castro
sábado, 24 de abril de 2010
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Ossário Alexandre Orion
Ir pro centro da cidade de São Paulo em custa R$ 5,15 e pra voltar pra casa o mesmo valor, ou seja, um total de R$ 10,30 ida e volta. É um absurdo!
No dia 13 de Abril, eu estava na República no começo da noite e ainda estava cedo para voltar para casa, então fui procurar algo para fazer.
No Centro Cultural Banco do Brasil encontrei uma atividade gratuita, um bate-papo sobre a exposição Ossário, do artista plástico Alexandre Orion, - que ficará exposta até o dia 09 de Maio no CCBB - com dois professores da USP e com o próprio Alexandre Orion.
Achei curioso o estilo do pessoal que ia chegando para o evento, todos com um estilo largado, exibindo nomes de grifes caras em suas roupas largas e tênis característicos de um determinado grupo social...
A intervenção Ossário, idealizada e realizada por Alexandre Orion no túnel Max Feffer foi realizada durante 17 madrugadas.
Alexandre intrigado com o desaparecimento da cor AMARELA do túnel, imaginou que estava PRETO, devido á falta de iluminação, porém ao constatar que aquele PRETO era na verdade uma camada grossa de fuligem - dois dedos- que juntou-se ali por causa da constante e ininterrupta emissão de poluentes dos carros, ficou assustado.
Levou dois anos para amadurecer a idéia do Ossário, de cuja intenção era levar o humano para o túnel, segundo ele se inspirou nas paredes mortuárias dos Incas.
Orion, sabia que seu trabalho teria algum tipo de repercussão, visto que o túnel onde fez os mais de 3 metros de crânios é monitorado por câmeras. Assim com a ajuda de amigos, gravou todo o trabalho, inclusive o vídeo pode ser encontrado no youtube.
Nas 17 madrugadas em que esteve no túnel foi abordado inúmeras vezes. Primeiro vinham os agentes de trânsito dizendo que era proibido a estado de Orion no local, ao que ele respondia:
- Tudo bem, mas eu não vou sair.
Depois chegava a polícia, truculenta ou não, perguntando o que ele estava fazendo, Orion levantava a mão e respondia:
- Estou limpando.
O crime está vinculado ao uso da tinta, não à técnica, o fato de ele estar limpando não era um crime, mas uma civilidade e a polícia não podia fazer nada contra isto e ia embora.
O único meio de fazer o artista parar era limpando a sujeira que era seu objeto de trabalho.
O poder público simplesmente mandou lavar toda a intervenção. Apagaram a construção crítica em vez de responder à denúncia do GRANDE NÍVEL DE POLUENTES EMITIDOS NA CIDADE. "Abafaram" o caso lavando, evitando que os túneis fiquem sujos a fim de que não houvesse mais o problema Orion.
Depois da intervenção, a prefeitura passou a lavar os túneis com agendamento. Foi um processo importante. Não suficiente.
Alexandre Orion se projetou bastante com esta e outras intervenções, com mérito. Já expôs na Europa e em países da América, está com uma exposição no CCBB, é capa da revista CULT (R$ 9,90), e ontem, casualmente, assisti a uma reportagem sobre Ossário no canal 16.
No dia do bate-papo, observei a sola do tênis de Orion, não estava gasto, nem um pouquinho sujo de poeira nem nada. Ele e todo o pessoal que estava lá figurando de conscientes e críticos, emitem poluentes como todo cidadão motorizado e todo o pessoal que se valem de problemas sociais e ambientais para se projetar e vender.
Não basta falar, denunciar, é preciso fazer algo também.
Tanta hipocrisia me deixa nauseada.
No dia 13 de Abril, eu estava na República no começo da noite e ainda estava cedo para voltar para casa, então fui procurar algo para fazer.
No Centro Cultural Banco do Brasil encontrei uma atividade gratuita, um bate-papo sobre a exposição Ossário, do artista plástico Alexandre Orion, - que ficará exposta até o dia 09 de Maio no CCBB - com dois professores da USP e com o próprio Alexandre Orion.
Achei curioso o estilo do pessoal que ia chegando para o evento, todos com um estilo largado, exibindo nomes de grifes caras em suas roupas largas e tênis característicos de um determinado grupo social...
A intervenção Ossário, idealizada e realizada por Alexandre Orion no túnel Max Feffer foi realizada durante 17 madrugadas.
Alexandre intrigado com o desaparecimento da cor AMARELA do túnel, imaginou que estava PRETO, devido á falta de iluminação, porém ao constatar que aquele PRETO era na verdade uma camada grossa de fuligem - dois dedos- que juntou-se ali por causa da constante e ininterrupta emissão de poluentes dos carros, ficou assustado.
Levou dois anos para amadurecer a idéia do Ossário, de cuja intenção era levar o humano para o túnel, segundo ele se inspirou nas paredes mortuárias dos Incas.
Orion, sabia que seu trabalho teria algum tipo de repercussão, visto que o túnel onde fez os mais de 3 metros de crânios é monitorado por câmeras. Assim com a ajuda de amigos, gravou todo o trabalho, inclusive o vídeo pode ser encontrado no youtube.
Nas 17 madrugadas em que esteve no túnel foi abordado inúmeras vezes. Primeiro vinham os agentes de trânsito dizendo que era proibido a estado de Orion no local, ao que ele respondia:
- Tudo bem, mas eu não vou sair.
Depois chegava a polícia, truculenta ou não, perguntando o que ele estava fazendo, Orion levantava a mão e respondia:
- Estou limpando.
O crime está vinculado ao uso da tinta, não à técnica, o fato de ele estar limpando não era um crime, mas uma civilidade e a polícia não podia fazer nada contra isto e ia embora.
O único meio de fazer o artista parar era limpando a sujeira que era seu objeto de trabalho.
O poder público simplesmente mandou lavar toda a intervenção. Apagaram a construção crítica em vez de responder à denúncia do GRANDE NÍVEL DE POLUENTES EMITIDOS NA CIDADE. "Abafaram" o caso lavando, evitando que os túneis fiquem sujos a fim de que não houvesse mais o problema Orion.
Depois da intervenção, a prefeitura passou a lavar os túneis com agendamento. Foi um processo importante. Não suficiente.
Alexandre Orion se projetou bastante com esta e outras intervenções, com mérito. Já expôs na Europa e em países da América, está com uma exposição no CCBB, é capa da revista CULT (R$ 9,90), e ontem, casualmente, assisti a uma reportagem sobre Ossário no canal 16.
No dia do bate-papo, observei a sola do tênis de Orion, não estava gasto, nem um pouquinho sujo de poeira nem nada. Ele e todo o pessoal que estava lá figurando de conscientes e críticos, emitem poluentes como todo cidadão motorizado e todo o pessoal que se valem de problemas sociais e ambientais para se projetar e vender.
Não basta falar, denunciar, é preciso fazer algo também.
Tanta hipocrisia me deixa nauseada.
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por mim: IJEXÁ
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por mim: Rochi emocionada... a primeira da esquerda.
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por Nina
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Festa do Boi - Morro do Querosene - 3 de Abril 2010
Foi num workshop, uma semana antes, com os percussionistas Simone Soul e Guilherme Kastrup, no Centro Cultural Diadema, que eu soube da Festa do Boi que ocorre todo ano no Morro do Querosene.
Na sexta-feira, um dia antes, coincidentemente, uma amigo anunciou:
-É amanhã!!!
e eu exclamei:
-Eu vooooooooooooou! kkkkkkkkkkk
Alguns amigos me acompanharam. Quando chegamos ainda chovia e nos abrigamos onde foi possível com guarda-chuva e capa.
Felizmente a chuva deu espaço para que a fogueira fosse acesa e tivesse inicío a festa popular do Maranhão.
O pessoal esquentando a pele do pandeirão, pessoas chegando, o som ecoando devagar, lentamente, como uma ladainha... leve e calma: tão bom de ouvir.
Juntamente com instrumentos, alguns dos participantes enquanto dançavam e tocavam iniciaram um passo de dança e todo mundo seguiu.
Não dava pra saber se eram as pessoas que aqueciam o fogo, se o fogo aquecia as pessoas, se os instrumentos eram tocados ou se tocavam as pessoas... o som ia se erguendo nos ares e quem cantava e quem era cantado?...
Mais e mais e mais pessoas chegavam e iam se integrando ao ajuntamento. Havia uma sintonia ritmo-desritmada e todos juntos já entoavam as cantigas e dançavam juntos!
Foi no meio da dança que conheci a Rochi, uma malabarista argentina, linda e muito gente boa!!! Ela ficou tão emocionada com os toques que chorou...
Havia uma árvore, debaixo de onde acenderam a fogueira e ao redor barraquinhas de bebida e alimentação, além de alguns trecos.
Por um momento, me esqueci de tudo... eu era dança e som e nada mais...
Voltando para casa, algo me intrigava...
Apesar de ser uma festa do Maranhão, o único maranhense que vi por lá foi o Tião Carvalho, que organiza a festa todo ano e é professor convidado pela Escola de Comunicação e arte da USP; mas São Paulo é um Estado que 'acolheu' inúmeros maranhenses, baianos, cearenses dentre outros. E onde estavam eles? Os donos da festa?
Porque apesar de não ter havido uma grande divulgação havia muita gente do centro da cidade por lá...
e os donos da festa, hein?
Na sexta-feira, um dia antes, coincidentemente, uma amigo anunciou:
-É amanhã!!!
e eu exclamei:
-Eu vooooooooooooou! kkkkkkkkkkk
Alguns amigos me acompanharam. Quando chegamos ainda chovia e nos abrigamos onde foi possível com guarda-chuva e capa.
Felizmente a chuva deu espaço para que a fogueira fosse acesa e tivesse inicío a festa popular do Maranhão.
O pessoal esquentando a pele do pandeirão, pessoas chegando, o som ecoando devagar, lentamente, como uma ladainha... leve e calma: tão bom de ouvir.
Juntamente com instrumentos, alguns dos participantes enquanto dançavam e tocavam iniciaram um passo de dança e todo mundo seguiu.
Não dava pra saber se eram as pessoas que aqueciam o fogo, se o fogo aquecia as pessoas, se os instrumentos eram tocados ou se tocavam as pessoas... o som ia se erguendo nos ares e quem cantava e quem era cantado?...
Mais e mais e mais pessoas chegavam e iam se integrando ao ajuntamento. Havia uma sintonia ritmo-desritmada e todos juntos já entoavam as cantigas e dançavam juntos!
Foi no meio da dança que conheci a Rochi, uma malabarista argentina, linda e muito gente boa!!! Ela ficou tão emocionada com os toques que chorou...
Havia uma árvore, debaixo de onde acenderam a fogueira e ao redor barraquinhas de bebida e alimentação, além de alguns trecos.
Por um momento, me esqueci de tudo... eu era dança e som e nada mais...
Voltando para casa, algo me intrigava...
Apesar de ser uma festa do Maranhão, o único maranhense que vi por lá foi o Tião Carvalho, que organiza a festa todo ano e é professor convidado pela Escola de Comunicação e arte da USP; mas São Paulo é um Estado que 'acolheu' inúmeros maranhenses, baianos, cearenses dentre outros. E onde estavam eles? Os donos da festa?
Porque apesar de não ter havido uma grande divulgação havia muita gente do centro da cidade por lá...
e os donos da festa, hein?
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sexta-feira, 23 de abril de 2010
22 Abril-se uma lacuna.
Dominguinhos - Tenho sede
Traga-me um copo d´água, tenho sede
E essa sede pode me matar
Minha garganta pede um pouco d´água
E os meus olhos pedem seu olhar
A planta pede chuva quando quer brotar
O céu logo escurece quando vai chover
Meu coração só quer o teu amor
Se não me deres posso até morrer.
Traga-me um copo d´água, tenho sede
E essa sede pode me matar
Minha garganta pede um pouco d´água
E os meus olhos pedem seu olhar
A planta pede chuva quando quer brotar
O céu logo escurece quando vai chover
Meu coração só quer o teu amor
Se não me deres posso até morrer.
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