
Sou eu
domingo, 28 de março de 2010
Náusea
agonizando um
não dizendo
nem não nem sim...
abortando os
desejos líquidos...
esquecendo e
rompendo...
chorando e sentindo
não entende
nem ouve...
o que me rende
é o que ronda.
nas ruas limpas
do teu cheiro
escasso...
nada tão breve
como um fique
bem, amor...
não...
estabilizando sentimentos
eu não...
sim, não quero
tudo isto antigamente...
perdendo-se
há uma dúvida de ser gente
nos momentos mais
precários
de viver
há só a pausa
desta náusea
e nada resta além dela...
não dizendo
nem não nem sim...
abortando os
desejos líquidos...
esquecendo e
rompendo...
chorando e sentindo
não entende
nem ouve...
o que me rende
é o que ronda.
nas ruas limpas
do teu cheiro
escasso...
nada tão breve
como um fique
bem, amor...
não...
estabilizando sentimentos
eu não...
sim, não quero
tudo isto antigamente...
perdendo-se
há uma dúvida de ser gente
nos momentos mais
precários
de viver
há só a pausa
desta náusea
e nada resta além dela...
Danieli de Castro
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Literatura,
Poeta Danieli de Castro
segunda-feira, 15 de março de 2010
No tempo da delicadeza
Será que o tempo é
do esquecimento
passando massa e argamassa
por cima do meu sentimento...
será que o tempo é de solidão
passando noites em claro
e suspirando no chão?
será tempo de sorrir e agradecer?
será o tempo das laranjeiras?
será o tempo das iluminuras?
será o tempo das uvas?
não sei
não sei
não sei...
não tenho paciência?
só o tempo sabe dizer.
será o tempo da espera vã?
o coração pergunta
o corpo enverga
olhos lívidos secos
lábios sedentos...
tudo passará
só falta a decisão:
e nada mais importará.
SERÁ?
do esquecimento
passando massa e argamassa
por cima do meu sentimento...
será que o tempo é de solidão
passando noites em claro
e suspirando no chão?
será tempo de sorrir e agradecer?
será o tempo das laranjeiras?
será o tempo das iluminuras?
será o tempo das uvas?
não sei
não sei
não sei...
não tenho paciência?
só o tempo sabe dizer.
será o tempo da espera vã?
o coração pergunta
o corpo enverga
olhos lívidos secos
lábios sedentos...
tudo passará
só falta a decisão:
e nada mais importará.
SERÁ?
Danieli de Castro
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domingo, 7 de março de 2010
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Poeta Danieli de Castro
para Clau Paiva
Jasmim
Havia no ar um murmúrio
de saudade imensa.
Atentei o olhar e vi umas gentes suspirando:
- Ela é o amor em todas as suas facetas; cativa aconchega acarinha, se espeta
machuca e desaparece.
- Ai, tão linda...
- O Silêncio embriagante...
- Sedutora... me encantou com singelezas...
Um sujeito pensativo, afastado do grupo:
- Queria tanto que ela voltasse...
O sábio do ajuntamento afirmou:
- Ela voltará.
O mais tranquilo de todos:
- Quando??? Precisamos preparar o
coração!
Com olhar distante o sábio
respondeu baixinho, bem pausadamente:
- O perfume dela chegará primeiro
e as flores brotarão em todos os cantos, expectantes...
Quando ela estiver chegando
desabrocharão jasmins
no quintal da gente...
Juntou-se aos suspiros
e todos voltaram para casa
à espera do tempo dos jasmins...
Havia no ar um murmúrio
de saudade imensa.
Atentei o olhar e vi umas gentes suspirando:
- Ela é o amor em todas as suas facetas; cativa aconchega acarinha, se espeta
machuca e desaparece.
- Ai, tão linda...
- O Silêncio embriagante...
- Sedutora... me encantou com singelezas...
Um sujeito pensativo, afastado do grupo:
- Queria tanto que ela voltasse...
O sábio do ajuntamento afirmou:
- Ela voltará.
O mais tranquilo de todos:
- Quando??? Precisamos preparar o
coração!
Com olhar distante o sábio
respondeu baixinho, bem pausadamente:
- O perfume dela chegará primeiro
e as flores brotarão em todos os cantos, expectantes...
Quando ela estiver chegando
desabrocharão jasmins
no quintal da gente...
Juntou-se aos suspiros
e todos voltaram para casa
à espera do tempo dos jasmins...
DANIELI DE CASTRO
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terça-feira, 2 de março de 2010
É o que me interessa- Lenine
Daqui desse momento
Do meu olhar pra fora
O mundo é só miragem
A sombra do futuro
A sobra do passado
Assombram a paisagem.
Quem vai virar o jogo
E transformar a perda
Em nossa recompensa
Quando eu olhar pro lado
Eu quero estar cercado
Só de quem me interessa.
Às vezes é um instante
A tarde faz silêncio
O vento sopra a meu favor
Às vezes eu pressinto e é como uma saudade
De um tempo que ainda não passou
Me traz o seu sossego
Atrasa o meu relógio
Acalma a minha pressa
Me dá sua palavra
Sussurra em meu ouvido
Só o que me interessa.
A lógica do vento
O caos do pensamento
A paz na solidão
A órbita do tempo
A pausa do retrato
A voz da intuição
A curva do universo
A fórmula do acaso
O alcance da promessa
O salto do desejo
O agora e o infinito
Só o que me interessa.
Do meu olhar pra fora
O mundo é só miragem
A sombra do futuro
A sobra do passado
Assombram a paisagem.
Quem vai virar o jogo
E transformar a perda
Em nossa recompensa
Quando eu olhar pro lado
Eu quero estar cercado
Só de quem me interessa.
Às vezes é um instante
A tarde faz silêncio
O vento sopra a meu favor
Às vezes eu pressinto e é como uma saudade
De um tempo que ainda não passou
Me traz o seu sossego
Atrasa o meu relógio
Acalma a minha pressa
Me dá sua palavra
Sussurra em meu ouvido
Só o que me interessa.
A lógica do vento
O caos do pensamento
A paz na solidão
A órbita do tempo
A pausa do retrato
A voz da intuição
A curva do universo
A fórmula do acaso
O alcance da promessa
O salto do desejo
O agora e o infinito
Só o que me interessa.
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música
Vertigens
as quedas
noturnas
do dia
a música triste
da vida
que passa
tentando
suprir
um desejo
infame...
nada.
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a música triste
da vida
que passa
tentando
suprir
um desejo
infame...
nada.
Danieli de Castro
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