Sou eu

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Descobrindo meus ângulos, meus brihos internos...

domingo, 25 de janeiro de 2009

Filia


Pater

"Aos quarenta e três anos de idade ele me ligou convidando-me ao reencontro... Fiquei lívida...Sorriu ao me ver, elogiou minha aparência e inteligência, tocou em meus cabelos, beijou minha face, me chamou de filha, lamentou-se, chorou e pediu perdão... Só pude abraçá-lo singelamente e dizer:- Não se preocupe, está tudo bem comigo...Eu até poderia ter-lhe dito: "eu sempre te amei", mas achei cedo demais e guardei as palavras e as lágrimas juntas bem grudadinhas em minha memória afetiva..."
D.C

terça-feira, 20 de janeiro de 2009


Credo



Creo en Pablo Picasso, Todopoderoso, Creador
del Cielo y de la Tierra;creo en Charlie Chaplin, hijo de las violetas y de los
ratones,que fue crucificado, muerto y sepultado por el tiempo, pero que cada día
resucita en el corazón de los hombres, creo en el amor y en el arte como vías
hacia el disfrute de la vida perdurable, creo en el amolador que vive de
fabricar estrellas de oro con su rueda maravillosa,creo en la cualidad aérea del
ser humano, configurada en el recuerdo de Isadora Duncan abatiéndose como una
purísima paloma herida bajo el cielo del mediterráneo;creo en las monedas de
chocolate que atesoro secretamente debajo de la almohada de mi niñez; creo en la
fábula de Orfeo, creo en el sortilegio de la música, yo que en las horas de mi
angustia vi al conjuro de la Pavana de Fauré, salir liberada y radiante de la
dulce Eurídice del infierno de mi alma, creo en Rainer María Rilken héroe de la
lucha del hombre por la belleza, que sacrificó su vida por el acto de cortar una
rosa para una mujer, creo en las flores que brotaron del cadáver adolescente de
Ofelia, creo en el llanto silencioso de Aquiles frente al mar; creo en un barco
esbelto y distantísimo que salió hace un siglo al encuentro de la aurora; su
capitán Lord Byron, al cinto la espada de los arcángeles, junto a sus sienes un
resplandor de estrellas, creo en el perro de Ulises, en el gato risueño de
Alicia en el país de las maravillas, en el loro de Robinson Crusoe, creo en los
ratoncitos que tiraron del coche de la Cenicienta, el beralfiro el caballo de
Rolando, y en las abejas que laboran en su colmena dentro del corazón de Martín
Tinajero, creo en la amistad como el invento más bello del hombre, creo en los
poderes creadores del pueblo, creo en la poesía y en fin, creo en mí mismo,
puesto que sé que alguien me ama.

Aquiles Nazoa

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Crie!!!


Basta!!!

Estou farta de parecer!!!
Neste mundo em que tudo já foi criado resta a crise da impossibilidade da criação de algo novo, irreverente ou qualquer adjetivo que se queira dar.
Até mesmo os neologismos nascem de velhices!!!
Basta!
O novo já!

MANOEL DE BARROS

A poesia está guardada nas palavras – é tudo que eu sei.
Meu fado é o de não saber quase tudo.
Sobre o nada eu tenho profundidades.
Não tenho conexões com a realidade.
Poderoso para mim não é aquele que descobre ouro.
Para mim poderoso é aquele que descobre as
insignificâncias ( do mundo e as nossas ).
Por essa pequena sentença me elogiaram de imbecil.
Fiquei emocionado e chorei.
Sou fraco pra elogios.

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

E agora?


Tratado amoroso

" Talvez possamos dizer que o só o amor transforma as pessoas.

Talvez possamos dizer que só a escolha amorosa - do momento e dos indivíduos - tem sabedoria bastante para transformar, ao mesmo tempo, a estrutura da personalidade e da sociedade na direção conveniente.
Dizer, como se diz, que a finalidade do amor é o casamento e são os filhos, leva a encadear o amor num círculo de reiterações. O processo pode ser legítimo dentro de certas circunstâncias históricas e pode não o ser em outras circunstâncias.
Parece que hoje é o dia de transformação.
Parece que é tempo de mudar estruturas.
Continuar encadeando o amor ao casamento pode ser a maneira mais fundamental de atrasar a História.
Mas se o amor não servir ao casamento e à conservação da sociedade atual, para que servirá ele?
- Já o vimos; para transformar pessoas e modos de convívio entre elas - o que é uma coisa só. Este é um ato de fé, mesmo quando a insinuação biológica se mostra poderosa.
[...] Até o presente a Humanidade tem se modificado à custa de um desperdício incalculável de vidas, de sofrimentos e de capacidades. Seria bom se o processo de transformação social pudesse ser feito de modo mais rendoso e harmônico.
O amor é uma possibilidade.
Amor livre, fiel ao momento, mas desligado de qualquer promessa ou compromisso social de longa duração, tais como formação de família ou criação de filhos.
Usado como tem sido, o amor apenas serve para manter o que existe e inclusive - paradoxalmente - para manter as diferenças e lutas de classe, os regimes políticos e militares de opressão, as revoluções e as guerras. Amor à Família, à Pátria, à Tradição - não são os fundamentos de todo conservadorismo?
Também na vida dos indivíduos o amor tem servido bem mais à coação do que à expansão, muito mais a prender e fixar do que a transformar.
Nem Freud nem Marcuse parecem ter-se dado conta de que a supressão do amor pela força ou pelo medo é o ciclo emocional básico de geração e de manutenção das estruturas sociais. Toda conduta imposta exige continuidade de imposição porque gera continuidade de oposição, eis o homem a girar eternamente no ciclo do ódio e do medo.

GAIARSA, José Angelo. A Engrenagem e a Flor. 2 ed. São Paulo: Ícone. 1986. p. 52, 53

quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

Noel Rosa


Filosofia- Noel Rosa

O mundo me condena, e ninguém tem pena
Falando sempre mal do meu nome
Deixando de saber se eu vou morrer de sede
Ou se vou morrer de fome
Mas a filosofia hoje me auxilia
A viver indiferente assim
Nesta prontidão sem fim
Vou fingindo que sou rico
Pra ninguém zombar de mim
Não me incomodo que você me diga
Que a sociedade é minha inimiga
Pois cantando neste mundo
Vivo escravo do meu samba, muito embora vagabundo
Quanto a você da aristocracia
Que tem dinheiro, mas não compra alegria
Há de viver eternamente sendo escrava dessa gente
Que cultiva hipocrisia